SkyMag libera matéria de capa com Adam Levine

Postado em 01.02

O site da Sky Mag, revista da Delta Airlines, disponibilizou a matéria feita com Adam Levine para estampar a capa da edição de fevereiro. Leia abaixo a tradução:

Quando Adam Levine telefone em uma segunda-feira de Dezembro, eu não consigo deixar de imaginá-lo em uma cabine telefônica. Afinal sua banda, Maroon 5, virou um grande hit em 2012 com “Payphone”, uma baladinha na qual Levine, em seu famoso timbre, chora “Estou em um telefone público, tentando ligar para casa.” Na verdade, o cantor de 33 anos liga de um celular em um estúdio de Los Angeles onde a NBC grava a sua popular competição de canto, The Voice. É o primeiro dia da final de duas noites do programa, e em alguns minutos, ele irá começar uma gravação com os colegas mentores CeeLo Green, Blake Shelton e Christina Aguilera. Uma jovem roqueira chamada Cassadee Pope irá ganhar tudo amanhã à noite, mas por enquanto Levine está empolgado pelos três participantes restantes. “Não importa quem ganhe,” ele diz. “Todos tem potencial.”

Se ele soa como um treinador da vida, bem, faz parte do emprego. Além de oferecer dicas musicais para os concorrentes do programa, Levine e a sua trupe costumam dispensar Oprah-ismos sobre estar em seu melhor. Levine é particularmente bom nisso. Ele é efusivo e genuíno, divertido e modesto. Ele também é competitivo, arriscado e muito confiante – traços que o ajudam em um programa onde treinadores se oferecem para participantes, depois tentam levá-los à glória (O Team Adam venceu a primeira temporada, Team Blake venceu as últimas duas).

Estas mesmas qualidades ajudaram Levine a alcançar “níveis anabolizados de fama”, como ele coloca. Apesar dele ser bem conhecido antes do The Voice como o vocalista dançante e frequentemente sem camisa do Maroon 5, ele se transformou nesse tipo raro de celebridade quando o programa decolou: uma pessoa extremamente conhecida. E agora que ele está dando uma chance à atuação – ele foi surpreendentemente não-horrível como convidado da série American Horror Story – a carreira de Levine está parecendo Timberlake-ista. Nós prevemos uma cadeira no Senado Americano para esse versátil entertainer até 2016.

A trajetória de Levine segue a mesma de muitos extrovertidos com pais apoiadores. Crescendo em Los Angeles, ele frequentou acampamentos de música e teatro durante as férias de verão e o colégio-artístico Brentwood School pelo resto do ano. Como calouro em Brentwood, o compositor e guitarrista formou o grupo power-pop Kara’s Flowers com seus colegas de classe Jesse Carmichael (teclado/guitarra), Mickey Madden (baixo) e Ryan Dusick (bateria). Apesar dos membros mal terem pêlos faciais, o grupo virou moda na cena musical de Los Angeles, tocando no Whisky a Go Go e outras boates. O Kara’s Flowers eventualmente assinou contrato com a Reprise Records e lançou seu primeiro álbum em 1997. Foi um rápido fracasso.

Mas a estrada para a fama-anabolizada nunca foi fácil, e em 2000 Levine voltou para a prancheta e reformou o Kara’s Flowers para um resultado mais funk e dançante chamado Maroon 5. James Valentine se uniu como guitarrista principal, o que liberou Levine para trabalhar sua persona de vocalista viril. Independente do que estava nessa nova composição, funcionou, porque dois anos depois o Maroon 5 lançou Songs About Jane, um soco soberbo de pop-rock que encontrou a banda e juntou tudo desde riffs de piano R&B até guitarras agressivas e soar a mesma coisa em casa ou em rádios Top 40 de rock-alternativo. Não se envergonhe se você ainda sabe todas as letras de “Sunday Morning”, “Harder To Breathe” e “This Love” – muitas pessoas sabem, também (até a última contagem, o álbum vendeu quase 5 milhões de cópias).

Songs About Jane provou que Levine é um líder nato, e um pouco neurótico. Sua entrega nesses hits é excessivamente confiante até quando canta sobre estar loucamente apaixonado ou não. E não incomoda que ele seja estiloso e no momento seja a marca registrada de pelos faciais perfeitos para rock-star.

Mais três albuns de sucesso seguiram: It Won’t Be Soon Before Long em 2007, Hands All Over em 2010, e Overexposed, do ano passado. “Somos adaptáveis”, diz Levine. A coisa mais fácil a se fazer é ficar preso em suas maneiras como banda ou artista. O que tem sido legal é a nossa habilidade de se adaptar e evoluir dessa última década”. No telefone no dia seguinte, James Valentine fala sobre a longevidade do grupo: “O foco (da banda) sempre será a voz do Adam e a maneira como ele elabora as músicas.” Em outras palavras, Levine é uma força singular onde uma variedade de sons pode ser incluída – a batida de “Moves Like Jagger”, o reggae de ‘One More Night”, o mais recente sucesso da banda. “É a confiança”, diz Valentine sobre a capacidade de seu colega de trabalho em se adaptar às novas tendências da música pop. “Esse é o primeiro requisito para ser um vocalista. Mas ele pode transferir essa confiança em si mesmo para outras pessoas. É isso que eu vejo no The Voice.”

Para toda essa auto-confiança, Levine realmente parece se importar em ajudar ajudar outras pessoas a navegarem pela indústria que tem sido tão boa para ele. “O que nós podemos oferecer aos participantes é experiência,” ele diz sobre os jurados pop star do programa. “Falando da perspectiva de cantores que estiveram no ringue, nós somos autoridades no assunto. É isso que faz o programa ser verdadeiro. Não somos pessoas de Relações Públicas e não somos magnatas e não somos executivos – somos pessoas que cantam e que passaram por essa vida maluca.”

Quando perguntado o que o The Voice tem dado Levine além da experiência de treinamento (e o dinheiro e fama, claro), ele explica que melhorou a sua imagem. “As pessoas devem ter tido a conclusão de que eu era um pouco idiota antes do programa.” Eu discordo: Um mulherengo exagerado, talvez, mas nunca idiota. Ele ri. “Eu só queria falar idiota. Mas sério, quando você está no palco você age como um homem das cavernas e finge que todo mundo te ama – e você pode fazer isso, e é uma coisa que eu faço, mas essa não é 100 por cento da minha personalidade. O The Voice tem sito ótimo para mostrar às pessoas quem eu sou.”

Não que ele esteja largando seu trabalho principal. O Maroon 5 – que perdeu e ganhou membros ao longo dos anos, mais notavelmente o baterista Ryan Dusick em 2004, que foi substituido por Matt Flynn – começa uma turnê pela América do Norte neste mês, e em algum momento de 2013, a banda vai começar a trabalhar no quinto álbum de estúdio (Levine mantém segredo, mas diz que o álbum continuará a tendência da banda trabalhar com compositores externos). Sobre a carreira em TV e cinema, Levine volta ao The Voice para a quarta temporada no mês que vem e ainda esse ano ele fará sua estréia nas telonas, no musical Can A Song Save Your Life?

Então como o performer tatuado continua são enquanto balanceia shows e sua onipresença? “Golfe, yoga e risadas,” ele diz – e se você acredita em tablóides, a supermodelo da Victoria’s Secret Behati Prinsloo. Sobre isso, a personalidade educadamente se cala. O estúdio de TV o chama. Os futuros Adam Levines da América precisam de sua ajuda. //

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