Adam Levine concede entrevista ao LA Times

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Postado em 31.08

O homem de frente da banda Maroon 5, Adam Levine, concedeu entrevista para o Los Angeles Times, onde falou sobre carreira na música, “V“, The VoiceProactiv, entre outras coisa.

LA Times: Pela primeira vez na história do Maroon 5, você colaborou magos do Top 40 como Max Martin e Benny Blanco que estiveram no “Overexposed”. Eles estão de volta no “V”.
Adam Levine: Se não quebrou, não conserte. Honestamente, é um grande alívio para mim, porque por um longo tempo pareceu que fazer um álbum era uma tarefa difícil, e eu precisava estar no centro disso. Não era divertido mais.

LAT: Por você ter tentado fazer tudo?
AL: Eu estava tentando estar no controle de tudo. Mas se você quer ser uma banda que vai estar por aí por 20 ou 30 anos, você precisa de ter mudanças no que faz em algum ponto. Nós desenvolvemos um bom sistema no último disco — nós encontramos canções pelas quais nos apaixonamos, as desenvolvemos e colocamos nossa marca nela — e eu acho que todos nós começamos a aproveitar nosso tempo em estúdio. Dessa vez nós continuamos mas procuramos por músicas de diferentes estilos.

LAT: E de diferentes escritores. “Sugar” foi co-escrita por Dr. Luke, o homem conhecido por fazer vários hits para Katy Perry e Britney Spears.
AL: No segundo em que ouvi essa canção, eu fiquei pasmo. Era realmente uma oportunidade legal de ir em uma direção que nós sempre quisemos ir — meio que fazer uma ponte entre as coisas que eu amo sobre soul e funk e Prince mas também sendo muito pop. Eu nunca havia sido capaz de dominar completamente essa ideia.

LAT: A abordagem dele sugere que apesar de uma composição forte ser atemporal, a maneira pela qual ela é entregue evolui com o gosto. Diz que grandes bandas de rock se adaptam.
AL: Todas elas. [Nos anos 60 e 70] era tudo sobre capturar esse sentimento de uma performance ao vivo em um álbum. Não é mais como é hoje. Até as canções mais orgânicas em uma rádio, não há preenchimentos de bateria, pois eles estão tentando criar uma consistência em uma batida eletrônica.

LAT: Muitas canções do “V” ainda contam com letras sobre relações que azedaram.
AL: Para mim há algo enjoativo sobre muito pop; isso precisa ser subvertido de algum jeito. Eu evito usar a palavra “limite”, porque não é como se houvesse algo assim no Maroon 5. Mas se eu não adiciono meu limite pessoal a isso, tende a ficar muito enjoativo. Max MartinBenny BlancoRyan Tedder — a prioridade número um desses caras é: o que será hit? Minha prioridade número um é: como isso será um hit? E em segundo lugar, minha prioridade é igual a deles.

LAT: O “The Voice” voltará ao ar em breve. O programa ainda é divertido para você?
AL: É muito divertido. Ontem eu estava conversando com alguém que fará uma participação como convidado — eu não posso dizer quem é (provavelmente a Taylor Swift, já que a mesma foi confirmada no The Voice)  — e eles estavam dizendo que estar no programa fazem com que percebam que têm histórias a serem compartilhadas que podem ajudar pessoas em suas carreiras. Eu não acho que você perceba que tem essa riqueza de experiência até que você é forçado a isso. Além disso, o dinheiro que me pagam é incrível. Eu estaria mentindo se eu dissesse que não é uma grande razão para isso. Mas não é a maior.

LAT: Você achava que o programa duraria tanto quanto durou?
AL: Não. Eu pensava que seria um risco e um salário.

LAT: Quando você acessa esses projetos — coisas na TV, sua linha Kmart de roupas, sua coleção de perfumes — como você decide o que é um passo correto a ser dado?
AL: Eu posso controlar isso? Não há um só contrato meu em que não haja um total controle criativo, pois se você perde o controle da criatividade sobre as coisas você está em apuros. Quer saber, o perfume? Não foi um grande sucesso — não fez o que esperávamos. Mas cheira bem? O design foi bem feito? Eu defendo o que fiz com criatividade? Cem por cento.

LAT: O mesmo vale para o comercial de acne que você fez com o tratamento Proactiv?
AL: Eu tive uma crise horrível de espinhas no rosto quando tinha 14 anos. Se eu fosse uma dessas pessoas que faz o comercial sem nunca ter tido uma espinha na vida — precisando pintar uma na cara — eu não teria feito isso. Não teria feito sentido algum.

LAT: Fato engraçado: Se você procurar no Google “Adam Levine Proactiv”, o Google irá sugerir “Adam Levine próstata”.
AL: Wow. Por causa da foto, certo?

LAT: Você fica aliviado em saber que é pela fotografia.
AL: Foi inesperado. Meu empresário me ligou e disse, “A Cosmo U.K. [revista] quer que você tire uma foto para eles pela prevenção do câncer de próstata”. Ele disse, “Lenny Kravitz fez, Ewan McGregor fez. É por uma boa causa, mas você precisa ficar nu”. E eu fiquei tipo, “Ótimo”. Então nós fizemos, e então isso não parou de ser comentado.

LAT: Pessoas pensavam nessa foto quando ouviam seu nome.
AL: Pareceu como um movimento calculado para conseguir atenção. Mas é verdade é que — sem ofensa — eu não suporto fazer mídia. Eu odeio tapetes vermelhos. Eu não gosto de fazer photo shoots (ensaios fotográficos). E essa foto simplesmente explodiu na internet.

LAT: Esse tipo de reação não faz você pensar na próxima coisa que fará?
AL: Se eu ligasse para o que as pessoas pensam, eu teria vários problemas. Até aqui não me importar é o que tem sido bom para mim.

 

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