David Dobkin, diretor de “Sugar” conversa sobre o clipe

David Dobkin, diretor do clipe de “Sugar”, lançado oficialmente na semana passada, concedeu uma entrevista ao VH1 sobre os truques usados para surpreender as noivas nos casamentos e todos os bastidores do material.

Como você chegou para dirigir o clipe de “Sugar”?

Eu conheço Adam por mais de uma década. Eu o conheci antes do primeiro cd do Maroon 5 sair. Os pais da minha esposa são os melhores amigos dos avós dele e eu passei o Natal com eles todos os anos. Então nós nos conhecemos por muito tempo e sempre conversamos sobre trabalhar juntos mas nunca conseguimos alinhar nossas agendas. Então eu estava em Roma para o lançamento do meu filme mais recente (O Juiz) e eu recebi um email dizendo “Ei cara, você está livre em Novembro para fazer um clipe?” e eu falei “Sim!”

Como esse clipe se relaciona com o filme Os Penetras, que você dirigiu?

Nós estávamos jogando algumas idéias e eu sabia que queria que fosse sobre sua ligação com o público. Isso era importante. Eu queria elementos de pessoas reais e Los Angeles, uma coisa na cidade natal dirigindo carros e dançando. Então veio a idéia de, e se eles fossem a casamentos reais e aparecessem de surpresa como a banda do casamento? Ele amou a idéia. E, veja bem, há 10 anos as pessoas me pedem para fazer algo relacionado a esse filme. Eu nunca quis voltar a isso, apenas porque foi algo que funcionou muito bem. Mas nós fechamos nessa idéia e achamos que seria maravilhoso. E então ficamos tipo, caramba, como vamos fazer isso acontecer?

Então como isso aconteceu? Vocês realmente invadiram casamentos.

Foi bem intenso. Eu estava meio, ninguém pode saber, mas depois eu percebi, uma pessoa teria que saber. Eu não queria que as noivas soubessem então conversamos com os noivos. Até a semana anterior, o noivo sequer sabia quem a banda era. Nós falamos que era uma banda vencedora de Grammy e top 10. Nós vamos chegar no seu casamento e é assim que vai funcionar. Eu percebi que teria de ter uma revelação. O momento de reconhecimento, essa seria a surpresa. Então eu precisei que eles estivessem atrás de uma cortina e a cortina cairia e os revelaria. Eu tive que criar e construir essa coisa que seria uma tenda móvel que você apertaria um botão e a cortina cairia. Soa simples mas nos levou quase um mês para construí-la. Foi um pesadelo. Depois procuramos todos os planejadores de casamentos em Los Angeles e teríamos de ir a todos os locais dos casamentos para estudar como poderíamos nos infiltrar e ninguém perceber. Teríamos apenas um tempo de 20 minutos para entrar, preparar a tenda e a banda entrar sem ninguém perceber. Eu tinha 6 câmeras prontos e disfarçados como se eles estivessem no casamento. Você só tem uma chance de isso funcionar. Acabou que foram 7 ou 8 casamentos, todos em um dia, alguns de dia, alguns à noite.

Uma semana antes, eu assisti a banda ensaiar a música e pensei “E se as pessoas não gostarem? E se nós estragarmos o dia mais especial da vida de alguém? Adam acabou de se casar e ele teve essa idéia que foi realmente adorável. Ele disse “Quer saber? Depois de tocarmos a música, eu e James tocamos uma versão acústica de She Will Be Loved para os noivos e esvaziamos o salão e isso pode ser a primeira dança deles.”E eu achei incrível. É muito romântico.

Vários noivos estavam nervosos e prestes a desistir então eu encontrei com eles pessoalmente. Naquele momento eu contei quem seria e nós demos sorte. Todos eles eram fãs do Maroon 5 e também fãs do Adam no The Voice, e assim que os contei sobre “She Will Be Loved”, isso os aliviou tipo “Não tem como ela ficar irritada comigo depois disso.” Isso definiu tudo. E depois quando o primeiro casamento funcionou, o lugar explodiu e Adam e Jesse olharam para mim tipo “Meu Deus, onde será o próximo?” e nós entramos no carro para ir ao próximo e foi ótimo.

Qualquer pessoa envolvida em produção, seja em filmes ou discos, sabe que a Lei de Murphy é a mais correta de todas.

Isso é produção de filmes! Tudo vai dar errado. No primeiro casamento, nós sabíamos que teríamos um tempo curtíssimo para entrar lá sem sermos notados. Era um casamento judeu e os noivos estavam levantados em cadeiras e eu recebi essa chamada no rádio “A banda está presa no elevador.” Eles de alguma forma saíram mas o elevador não funcionou, então a banda teve que correr 9 andares de escada. Quando Adam chegou no topo das escadas ele disse que estava sem fôlego e não poderia cantar e eu falei “Cara, você precisa cantar.” Mas ele cantou e foi incrível.

Apesar de você ser conhecido inicialmente como diretor de filmes, você estaria interessado em fazer mais clipes?

Esta é a maior diversão que eu já tive em qualquer coisa, como diretor de filmes. Parte disso foi trabalhar com Adam e parte disso porque foi um roteiro ambicioso e valeu a pena. Eu sempre amei trabalhar em videoclipes na verdade. Eu fiz vários deles no início da minha carreira mas este foi o primeiro que fiz em 15 anos. Eu sou um músico e eu adoro música e eu adoraria fazer mais disso.

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