Entrevista: Travis Schneider

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O fotógrafo oficial do Maroon 5, Travis Schneider, concedeu uma entrevista exclusiva ao Maroon 5 Brasil. Na conversa, Travis contou um pouco sobre sua carreira, sobre a banda e a experiência de fotografar no Brasil, entre outras curiosidades.

É uma honra para o Maroon 5 Brasil obter essa entrevista. Obrigada Travis pela disponibilidade!

1. O que te inspirou a se tornar fotógrafo?
- Meu irmão mais velho, Chapman Baehler, é fotógrafo, e começou fotografando surfistas no Havaí, e depois mudou-se para Los Angeles, onde começou a fotografar bandas. Crescer vendo as fotos dele foi determinante na escolha da minha profissão.Na verdade, eu comecei a fotografar pra conseguir entrar nos shows e poder ficar nos melhores lugares da casa.

2. Como você começou a trabalhar com o Maroon 5?
- Eu estava trabalhando com o Phantom Planet durante a gravação do álbum ‘Raise The Dead’, onde todo o processo de gravação durou 4 anos. Eu sempre via os caras do Maroon 5 durante esse tempo todo, então nos tornamos conhecidos uns dos outros. Felizmente, quando a gravação acabou, o Phantom Planet e o Maroon 5 tinham o mesmo empresário, e quando o Phantom acabou, o empresário deles começou a me direcionar para trabalhar com o Maroon 5.

3. Como a banda se comporta numa sessão de fotos?
- Eles se comportam de maneira muito profissional numa sessão de fotos, mas isso não significa que não aconteçam brincadeirinhas e ataques de riso. Mas eles já têm experiência neste processo, então sabem como isso funciona, tornando tudo mais rápido e indolor. Eu sempre fico muito ansioso para fotografá-los.

4. Você tem uma foto favorita? Se sim, qual e por que?
- Qualquer foto que tenha meu pai e minha mãe juntos é a minha favorita. Sou pateticamente sentimental e adoro qualquer tipo de coisa que tenha a ver com meus pais.

5. Vocês têm alguma piada interna ou apelidos que só vocês sabem?
- Meu apelido desde o colegial é ‘Boots Wallace’, e o porque disso é uma longa história. Um dos meus melhores amigos começou a me chamar de ‘Tex’ há muito tempo atrás, e me chama assim até hoje. É o único que me chama assim.

6. Qual é o tipo específico de câmera que você prefere usar?
- Meu pai me deu uma Minolta 35mm muito antiga, que era dele quando ele tinha minha idade, e foi exatamente por isso que comecei a fotografar. Sempre que tenho a oportunidade de utilizar rolos de filme, eu uso. Não sei se isso tem a ver com razões sentimentais, mas eu sinto que as fotos que resultam do rolo fotográfico têm algum tipo de mágica, que eu nunca poderia captar com qualquer outra câmera.

7. Além de fotografar, você também dirigiu o clipe de ‘Out of Goodbyes’, em 2010. Como foi essa experiência?
- Dirigir o clipe de ‘Out of Goodbyes’ foi uma experiência surreal. Eu estava ali para fotografar os bastidores do clipe que eu mesmo ia dirigir, então provavelmente eu estava um pouco em choque durante toda a sessão. Ficamos um bom tempo planejando como tudo isso seria, acho que um mês ou mais, então nunca me deixei animar com isso. Quando chegou o dia e eu entrei no set de gravação, estava tudo exatamente do jeito que eu tinha imaginado. Além disso, trabalhar com Dwight Yoakam foi muito divertido. Ele tem muito conhecimento sobre filmes de faroeste e clipes desse tipo. Durante todo o processo de pré-produção, Dwight poderia ligar tarde da noite e dizer ‘Vá pegar ‘McCabe & Mrs. Miller”, com Warren Beatty e Julie Christie e deixe-me saber o que você pensa desse personagem.’ Não tinha fim, a animação dele sobre tudo ajudou a termos um processo de produção incrível. Tivemos reuniões muito divertidas que duraram muito mais tempo do que o que era pra durar de fato. Ele é um cara super legal, e foi o máximo ouvir a voz dele cantando a música no set de gravação. Também foi incrível trabalhar com Diora Baird, a mocinha do vídeo. Muito profissional e criativa. Ela também tem um ótimo senso de humor, o que é sempre bem vindo em um set.

8. Você veio para o Brasil com a banda durante a Overexposed Tour e para o show do Rock in Rio. Quais foram suas impressões sobre nosso país e os fãs?
- O tempo que estive no Brasil quando fomos para o Rock in Rio foi incrível. O país é lindo e cheio de vida e cultura. Toda a experiência parecia um sonho. Eu poderia ficar para sempre na janela vendo a linha do horizonte, e de todos os fãs que a banda tem, os fãs brasileiros são so mais entusiasmados. Foi o público mais barulhento que eu já vi, no sentido positivo. Cantam junto cada palavra, cada música. A banda se sentiu incrivelmente amada e acolhida, mal posso esperar para voltar.

9. Na sua opinião, quais são os prós e contras de ser um fotógrafo de banda?
- Assistir a banda tocar de qualquer lugar que você queira é um ponto positivo. Você aprende muito sobre o processo de escrever, gravar e performar a música, vai muito além do que qualquer escola poderia ensinar. O único contra que eu posso pensar é quando tenho o desejo de tocar a guitarra que está no palco, mas tenho que continuar segurando a câmera e fotografar.

10. Qual foi o melhor momento que você teve como fotógrafo até hoje?
- As fotos que fiz com o Maroon 5 no Lago Geneva, enquanto gravavam o ‘Hands All Over’. Sinto que essa sessão foi a primeira vez que eu tive uma ‘sessão de fotos adequada’ com a banda, e eles foram extremamente legais. O cenário era impressionante e o melhor de tudo é que eu tinha que tirar fotos daquilo tudo. É uma linda memória.

11. Você também canta e toca guitarra na banda ‘The Damn Sons’. Como isso começou? Você tem planos de lançar um cd?
- ‘The Damn Sons’ começou quando o baterista que tocava com a gente quando éramos criança, terminou a faculdade em Boston e se mudou para Los Angeles, então pudemos tocar de novo. Jogamos fora todas as nossas músicas antigas e começamos a escrever novas letras. Tivemos a ajuda de alguns baixistas por um tempo, que contribuíram com coisas de valor inestimável para a banda, e assim continuamos a fazer. Até agora não temos planos concretos de lançar um álbum, mas com certeza é algo que faremos. O próximo passo no momento é gravar duas músicas e um EP de três músicas.