Jesse e Mickey comentam sobre o ‘V’
Com o novo álbum do Maroon 5 atingindo o topo das paradas, a banda se coloca de volta ao ouvido de todo mundo, com um novo som que tem influências de Prince, Stevie Wonder e Sting.
Titulado ‘V’, o álbum promove o falsetto de Adam Levine, e marca a volta do tecladista e guitarrista Jesse Carmichael, que esteve fora da banda durante a era ‘Overexposed’.
‘Parei um tempo após nossos três álbuns, então sinto como se tivesse criado uma trilogia – Star Wars e o Retorno de Jedi,’ disse Jesse, em entrevista em Nova Iorque. ‘E então eles voltaram e fizeram o ‘Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma’ sem a minha presença.’
Mickey Madden retrucou ‘não foi legal’. Ele que toca com Jesse desde os tempos de Kara’s Flowers, a banda de escola que montaram com Levine.
‘A resistência é a sua própria recompensa, e nossa presença por tanto tempo é notável, fico encantado com isso,’ Madden acrescentou.
Com o tempo, o grupo se repaginou como Maroon 5 em 2001, e lançaram ‘Songs About Jane’ em 2002, o álbum que estourou todas as paradas de sucesso e deixou marcas na história da música, com suas letras marcantes. ‘As letras tem sido uma boa parte do porque as pessoas se encantam, mas também boa parte disso é porque Adam é fofo’. Carmichael brincou.
Sobre o novo álbum, ‘V’: A banda não está consertando algo que está quebrado, adotando uma combinação bem sucedida nas músicas do ‘V’, assim como foi feito nos álbuns anteriores. A fórmula que é cantar sobre relacionamentos, está em todo o novo álbum.‘As letras neste trabalho englobam todos os aspectos de uma relação’, diz Carmichael. ‘Podemos perceber que há o tema fidelidade em ‘In Your Pocket’, também existe a clássica situação de uma mulher que você sempre viu, mas nunca percebeu que ela era a pessoa perfeita para você, no caso em It Was Always You. E também temos coisas obscuras.’
O Maroon 5 realmente tem ido mais além nos conceitos de música e em clipes perturbadores. Seu próximo vídeo será da música ‘Animals‘, e pelo que já foi revelado, será um banho de sangue literal. ‘Você já viu ‘O Iluminado’? Há litros de sangue envolvidos!’.
A abordagem promocional em tom triste já pode ser percebida no clipe de ‘Maps’, que surpreendeu os fãs com um enredo mortal. ‘Eu gosto da ideia de usar um vídeo para trabalhar contra as expectativas, se não você se limitaria a apenas ouvir a música’, disse Madden. ‘Na verdade, o clipe foi inspirado no filme Irréversible (Irreversível, no Brasil), de Gaspar Noé, que é contado de trás para frente. É um filme muito bem feito e perturbador.’ Porém o ‘V’ não é totalmente tristeza e desgraça. ‘Sugar’ é uma das faixas de espírito livre, com uma vibe groovy. ‘É uma música estilo cobertor quente.’ disse Mickey. ‘Também gosto muito de ‘New Love’.A banda vai levar essas novas músicas e outras de sua história para a estrada em 2015, em uma turnê mundial, onde a cenografia será criada por ‘um cara que já trabalho com Nine Inch Nails’, afirmam.
Um pouco de história: ‘Eu lembro na nossa primeira banda começando uma turnê, nós costumávamos ter um papel onde coletávamos pessoalmente e escrevíamos o email das pessoas para enviarmos as datas dos shows’, Jesse relembrou. ‘Daí tivemos a ideia de fazer o Facebook, e vendemos o projeto.’
Na indústria musical: ‘Nós assinamos com uma gravadora nos anos 90 com a antiga banda, e o final disso tudo foi decadente’, disse Mickey. ‘Envolvemos muito dinheiro, e foi desperdiçado, a quantidade de bandas que assinaram com essa mesma gravadora era absurda, tinha que haver algum tipo de acerto de contas. Os cds custavam US$20, era insano. A indústria musical está ajustando apenas agora esse choque, mas era quase que inevitável.’
Sobre Apps: ‘Eu estudo música com frequência, nos últimos anos mais do que nunca, e este aplicativo chamado Tenuto é bom para a visão de leitura e para treinar o ouvido para lidar com música. Há um monte de ótimos aplicativos, como: Drum Machine, iMachine…são muito legais. Eu sou um adorador do Vine.’ Madden acrescentou: ‘Eu sou um grande defensor do Waze. Dropbox é ótimo. Scrabble também é bom.’
Sobre produtos e parcerias corporativas: ‘É apenas uma maneira de financiar as coisas, e agora é uma questão de necessidade. O setor musical costumava produzir dinheiro com frequência, e então, de repente, todo o dinheiro foi embora,’ Madden enfatizou. ‘A idéia de uma parceria corporativa era tão estranha quando estávamos chegando que você seria imediatamente rotulado de sell-out. Mas é apenas uma questão de praticidade agora. Para obter as coisas feitas da maneira que você quer, eles fzem tudo com o financiamento que você precisa, é uma questão de conveniência. É importante analisar essas empresas, e certifique-se que eles são éticos.’
Sobre fazer uma pausa: ‘Eu estava tão grato a apenas dar um tempo, e depois só voltar,’ disse Carmichael. ‘Foi uma coisa de sorte. Foi tão útil para me atualiza, atualizar toda a minha perspectiva sobre o que a banda é, e como incrivelmente sortudos somos e como sou grato por fazer parte dela. Eu só tinha que experimentar a vida por mim mesmo por dois anos, porque estamos juntos desde que tinhamos 14 anos de idade, basicamente, fazer todas as nossas decisões importantes da vida como um grupo ‘.