Travis Schneider fala sobre trabalhar com o Maroon 5

Travis Schneider, fotógrafo e videomaker que acompanha de perto a carreira do Maroon 5 desde 2009, deu uma entrevista inspiradora para a Live Nation TV, acompanhando a liberação do web-documentário sobre os bastidores dos shows do Maroon 5 no Brasil. Na entrevista, Travis conta como começou sua carreira de fotógrafo, como começou a trabalhar para a banda e as suas inspirações. Leia a tradução:

travis shneider

Quando você pegou uma câmera pela primeira vez? O que te fez fotografar?
Eu fiz alguns vídeos curtos no colegial por diversão, mas eu peguei em uma câmera fotográfica pela primeira vez aos 21 anos. Inicialmente eu comecei a fotografar para entrar em um show que estava esgotado – The Hives estavam tocando em Los Angeles. Eu entrei em contato com a banda, disse que fotografava de graça e eles disseram, “Legal, você pode fotografar as três primeiras músicas” e colocaram meu nome numa lista com um ingresso e uma credencial. Foi um momento decisivo para mim. “Oh, eu posso ficar na frente do palco ou no palco vendo shows da banda que eu amo? Feito!” Na mesma época o Mars Volta permitiu que eu os acompanhasse, então foi um momento incrível com certeza.

Você esteve fotografando o Maroon 5 por anos. Como você inicialmente se aproximou deles?
Eu estava trabalhando com o Phantom Planet por alguns anos, em um filme que documentava a produção do quarto disco deles. Eles tinham mudado a equipe de empresários para a mesma do Maroon 5 no processo, então assim que eles terminaram esse disco o empresário deles, Jordan, começou a me colocar em projetos.

Como foi a experiência no Brasil? Você já esteve lá?
O Brasil foi incrível. Eu estive lá algumas vezes antes com a banda, mas nunca tive tempo de explorar. Ainda bem que dessa vez nós tivemos alguns dias para passear. O Rio é encantador; é apenas mágico, eu não consigo explicar. Pôres-do-sol incríveis, pessoas lindas — apenas tem alma. Eu estava impressionado pela arte de rua espalhada pela cidade de São Paulo. Que conceito maravilhoso de eliminar a propaganda da vista e encher de arte. É um dos lugares mais legais que eu já estive. Os públicos desses shows foram enlouquecedores – algumas das pessoas mais barulhentas e apaixonadas, e eles conhecem cada palavra.

Qual o maior desafio entre tirar fotos still ou filmar durante uma performance ao vivo?
Tentar lembrar o que eu fotografei na noite anterior durante aquele mesmo momento do set… ou talvez lidar com a segurança ávida por poder dos lugares. Algumas vezes não importa quantas credenciais você tem no seu pescoço, sempre vai ter alguém que quer te dizer não.

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Quanto que você tem de direção criativa antes de começar a fotografar um show?
Geralmente nenhuma. É sempre bem espontânea. Eu acho que as idéias que vem até mim naturalmente e no momento, são melhores do que qualquer coisa que eu tenha que pensar sozinho.

Qual o lugar mais louco que você viajou em turnê?
Provavelmente Bangkok, na Tailândia.

Se você pudesse entrar na mente de algum diretor, quem seria e por quê?
Eu falaria com Terry Gilliam sobre como explorar melhor a minha imaginação, ou Quentin Tarantino sobre escrever, gravar ou editar diálogos. Eu amaria conversar com Stanley Kubrick sobre seu storytelling visual.

Qual seu filme de show favorito?
O filme que sempre vem para a minha cabeça é Don’t Look Back, o filme que D.A. Pennebaker fez sobre a turnê de 1965 de Bob Dylan. É tão crua e real. O Rattle and Hum do U2 é incrível. Gimme Shelter dos Rolling Stones é outro com momentos tranquilos e românticos. Eu acho que sempre apenas aprecio ver essas pessoas, que a maioria do mundo olha como lendas ou deuses, fazendo quase nada; sendo normais, sendo humanos. Eu não sei se você pode considerar isso um filme de show ou não, mas no filme 20.000 Days On Earth sobre Nick Cave é um dos mais impressionantes e cativantes musicais que eu já vi.

Qual o seu projeto dos sonhos?
Eu sou primeiramente um músico, então meu sonho é viajar pelo mundo e tocar música para grandes platéias. Minha carreira como fotógrafo tem sido um ótimo curso intensivo.

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