Ryan Dusick fala sobre sobriedade e o livro “Harder To Breathe” no podcast Soberpod

O ex-baterista do Maroon 5, Ryan Dusick, está a mil com os preparativos do lançamento de sua auto-biografia “Harder To Breathe: Uma em Construir o Maroon 5, Perder Tudo & Encontrando a Cura”, que chega às lojas americanas no dia 15 de Novembro. O músico, que hoje trabalha como Terapeuta de Casamentos e Família, compartilhou um vídeo em suas redes sociais onde recebe os primeiros exemplares do livro. No material, Ryan abre o pacote e depois de folhear uma cópia, revela: “É como eu sempre falei: Se você se esforçar, você consegue conquistar qualquer coisa”.

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Além disso, o músico também esteve no podcast Soberpod, focado em Sobriedade, e conversou sobre o lançamento e também sua jornada de 6 anos de sobriedade.

“Eu estive na banda por mais de uma década. Nós começamos quando eu tinha 16 anos na garagem dos meus pais, em 1994, até 2006 quando eu saí da banda e éramos rockstars, popstars globais, então você consegue imaginar a conexão, a irmandade, a amizade entre nós, a tentativa e erro, Nós tivemos um contrato musical em 1997 que achávamos que daria certo, e o disco foi lançado e não fez sucesso, e foi só em 2003 e 2004 que atingimos o sucesso como o Maroon 5, e quando a gente estava chegando no topo, foi quando as coisas começaram a cair para mim”, explicou Ryan, destacando seu machucado no ombro da época em que jogava baseball e contando que hoje também percebe que era um problema de saúde mental que estava passando na época, destacando que a banda passou 4 anos trabalhando sem parar divulgando o primeiro álbum.

Por conta do trabalho exaustivo de divulgação, Ryan conversou que precisava fazer ajustes na forma como tocava para que conseguisse aguentar tocar o show inteiro e que precisou interromper uma tour para que pudesse visitar um ortopedista, completando que se afastou ao perceber que ele não conseguia mais acompanhar o ritmo maluco de shows.

Uma vez que se afastou, o baterista também explicou que foi difícil se re-encontrar e viu na bebida uma de escapar. “Eu olho para os meus anos de bebida e pensava ‘como posso superar aquilo?’ Foi difícil encontrar gratidão, porque tudo o que eu sentia era aquilo que eu tinha perdido, e não o que eu tinha, e eu sentia que estava sendo ingrato, porque aqui estava eu, um cara extremamente privilegiado que o mundo e o universo deram tanto e estava cambaleando em meu próprio desespero. Eu não me achava digno, eu sentia que só queria viver o resto da minha vida, eu já tinha vivido a melhor parte dela, e via na bebida uma forma de viver esse alterego rockstar,” completou, dizendo que bebeu sua última bebida em 2016, logo antes de se internar em uma clínica de reabilitação onde, segundo Ryan, ele conseguiu criar novas conexões e isso o ajudou a continuar sóbrio e o manteve motivado a seguir adiante.

Ele também conversa sobre sua saúde mental e o quanto auto-cuidado é importante para ele hoje em dia. “Eu sou terapeuta, coach, autor, apresentador, muitas coisas, mas no fim do dia eu preciso dormir, isso não é negociável, e eu preciso de um certo tempo para mim, e para sentir que não sou responsável por outros seres humanos, existe um equilíbrio, então encontrar um equilíbrio na vida é o que eu considero mais importante aqui.”

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